CONSTIPAÇÃO INTESTINAL

Uma das principais doenças crônicas que afetam homens, mulheres e crianças é a constipação intestinal ou “prisão de ventre”, que afeta entre 25% e 28% da população dos países ocidentais. Muitas vezes é razão importante de perda de qualidade de vida.

O sistema gastrointestinal está intimamente ligado com as emoções. Deixar de ir ao banheiro por vários dias, além de causar um grave desconforto físico, muda o humor de qualquer pessoa. A dificuldade pode trazer outras consequências físicas, como hemorróidas e fissuras anais, incontinência urinária de esforço e até dores lombo-sacrais, devido ao esforço para expulsão das fezes.

As mulheres são as mais suscetíveis ao problema, mas os homens e as crianças também podem sofrer do mesmo mal. Em qualquer dessas situações citadas a fisioterapia pode ajudar a resolver o problema de constipações intestinais, por ser um método natural e sem contraindicações e a prevenir sintomas indesejados.

As técnicas empregadas ajudam a reabilitar o intestino melhorando a qualidade de vida. O tratamento da constipação consiste em EDUCAÇÃO DO PACIENTE, AUMENTO DA INGESTÃO DE FLUIDOS (ÁGUA), DIETA RICA EM FIBRA, e o tratamento fisioterapeutico para constipação consistem em:

  • Treinamento ou Reeducação do Hábito Intestinal;
  • Massagem;
  • Cinesioterapia;
  • Biofeedback;
  • Balonete

Quando se fala em prisão de ventre, o que vem logo a nossa mente? Laxante e alimentação com fibras deve resolver! E aí, dá-lhe 46 da Almeida Prado, Metamucil, ameixa preta, mamão papaya, linhaça, aveia e outros alimentos/medicamentos para soltar o intestino!

Os medicamentos devem ser regulados, pois o intestino se acostuma a não trabalhar normalmente. Então deve-se tomar cautela ao ficar tomando esses medicamentos/alimentos porém é lógico que as instruções nutricionais são sempre válidas, mas a constipação intestinal precisa também ser tratada a nível de Hábitos.

Por exemplo… vocês já analisaram como é que vocês evacuam? Como se sentam no vaso? Levam alguma coisa para ler? Têm pressa ou vai com calma? Fazem alguma manobra para ajudar? Isso são questões que podem ajudar a melhorar muito o momento de evacuar. Nunca levem nada para ler enquanto vão evacuar. A leitura desperta a atenção! Vocês foram lá pra evacuar e não pra passar tempo.

Pouca gente sabe, mas a postura para evacuar é fundamental para que o esvaziamento intestinal seja realizado de maneira eficaz. Para tanto, é necessário sentar-se confortável e relaxadamente, afastar suficientemente as pernas (a calcinha não deve ficar nem nas coxas e nem nos tornozelos, mas deve ser tirada ao menos de um dos pés). O tronco deve estar inclinado levemente para frente, o suficiente para que os cotovelos possam repousar por sobre os joelhos.

Estar atento para perceber e reconhecer o desejo evacuatório (vontade de evacuar) e respeitar este momento é fundamental. Conhecer a técnica correta de se sentar no vaso sanitário, de maneira relaxada e despreocupada, assim como relaxar totalmente a musculatura do assoalho pélvico (MAP), requer treino e é uma prática que deve ser exercitada continuamente.

Em seguida devem ser identificados os componentes físicos do problema. Um médico ginecologista ou fisioterapeuta especialista podem examinar com precisão o estado dos esfíncteres anais e especialmente do músculo puborretal (componente da MAP importantíssimo na evacuação).

Para os casos de incoordenação do puborretal ou dos esfíncteres, a terapia manual e o biofeedback fornecem resultados excelentes. O Biofeedback melhora a função muscular, melhorando tônus de repouso, contração voluntária e função do puborretal, assim também como treinar a musculatura abdominal (manobra de valsalva).

Casos de baixa sensibilidade da ampola retal também podem ser regredidos através de ressensibilização com eletroterapia e/ou balão de ressensibilização, dependendo de cada caso.

Dificuldade no trânsito intestinal pode ser estimulada instantaneamente com massagem específica pelo trajeto intestinal.

O tratamento de escolha deveria ser sempre o menos invasivo e danoso para o paciente. Porém sempre respeitar a preferência do mesmo, informando-o dos riscos, benefícios e resultados.

 

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