TRATAMENTO INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE ESFORÇO

A Incontinência Urinária de Esforço (IUE) é conceituada como toda perda involuntária de urina. Pode ter diversas causas, sendo motivo de exclusão social, interferindo na saúde física e mental da paciente comprometendo sua qualidade de vida.

Na mulher a incontinência urinária é muito frequente, em que uma em cada quatro mulheres na faixa de 30 a 54 anos experimentam pelo menos um episódio de perda de urina ao longo da vida.

Ainda hoje, a abordagem da IUE apresenta dificuldades relativas a conduta cirúrgica, pois apesar de distintas e novas técnicas cirúrgicas, os índices de insucesso alcançam entre 15 a 20% nos cinco anos subsequentes à cirurgia, independentemente do tipo de procedimento e/ou da habilidade do cirurgião. Por esta razão, nos últimos anos, o tratamento fisioterapêutico da IUE vem ganhando maior projeção, apresentando bons resultados com baixos índices de efeitos colaterais, além de custos reduzidos.

Tratamento Fisioterápico

É muito importante que haja uma abordagem multiprofissional e uma perfeita interação entre os membros da equipe para que a paciente seja beneficiada e o diagnóstico seja seguro. Com os avanços das pesquisas em fisiologia do trato urinário inferior e com aprimoramento das técnicas de diagnósticos, o tratamento conservador foi assumindo um papel importante na reabilitação dessas pacientes através das técnicas de reabilitação perineal.

Os resultados positivos dessas técnicas dependem da boa avaliação do paciente e da escolha da técnica e parâmetros de tratamentos para cada tipo específico de incontinência que será tratada.

Cinesioterapia: O objetivo é reforçar a resistência uretral e melhora dos elementos de sustentação dos órgãos pélvicos e hipertrofiar as fibras musculares.

Cones Vaginais: É considerado método complementar de escolha para a consolidação dos resultados dos exercícios de fortalecimento da musculatura pélvica em razão da facilidade de execução e do baixo custo. O principio está baseado no estímulo do recrutamento da musculatura pubo-coccigea e auxiliar periférica, que devem reter os cones progressivamente mais pesados.

Biofeedback: Em pacientes com IUE o método é empregado para reconhecimento da musculatura envolvida no relaxamento e na contração uretral e da musculatura indiretamente envolvida no ato da micção (abdômen, nádegas e coxas).

Eletroestimulação: A estimulação transvaginal inibe o músculo detrusor, diminuindo assim o número de micções com aumento da capacidade vesical. Pode determinar ainda o aumento da força de contração do músculo e do comprimento funcional da uretra, melhorando a transmissão da pressão abdominal.

Terapia Comportamental: O restabelecimento de um ritmo miccional mais frequente inicialmente de hora em hora seguido de aumento progressivo desse intervalo pode ser de grande ajuda no tratamento de IUE. Para tal é importante que a paciente seja instruída nesse sentido fornecendo conhecimentos básicos da anatomo-fisiologia urinária. Também será instruído em relação a dieta alimentar.

Ginástica Hipopressiva: Restabelece a anatomia pélvica, melhorando a função muscular do abdômen e do períneo e consequentemente o posicionamento dos órgãos internos.

 

Desenvolvemos

Tratamento neurológico infantil e adulto, estimulação sensório motora para bebês prematuros e crianças especiais, através do método bobath e equipamentos de ultima geração de estimulação motora.